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Colégio Maxi lança terceira edição do projeto Maxi-Múndi; inscrições já estão abertas

 

O Colégio Maxi deu a largada nesta terça-feira (26 de julho) para a 3ª edição do Maxi-Múndi, projeto que permite aos alunos experienciarem situações como fazer parte de organismos internacionais e nacionais, debatendo temas atuais e que impactam o país e o mundo. A apresentação foi feita pelo diretor Paulo Rogério e Silva e dois veteranos na atividade, Julia Martinho (secretária-geral) e Theodoro Capeletti (secretário de operações logísticas), com a participação de alguns diretores de comitês.

Agora começa, então, um trabalho intenso que irá culminar, nos dias 2 e 3 de setembro, nas simulações dos comitês, que este ano serão todos presenciais – em 2021, por conta da pandemia, o evento foi híbrido. Como nas duas edições anteriores, a escolha dos temas priorizou assuntos bastante atuais e que possibilitam aos estudantes adquirirem visões amplas em relação ao que acontece hoje no Brasil e no mundo. Há comitê que simula reuniões da ONU, do Banco Mundial, do Mercosul e da União Europeia, sessões da Câmara dos Deputados brasileira, além do Comitê de Imprensa, que trata de divulgar tudo o que está acontecendo durante o Maxi-Múndi.

Segundo o diretor Paulo Rogério, que experimenta seu primeiro Maxi-Múndi, a expectativa está altíssima. Ele ressaltou a potência do projeto para os alunos e sua importância no desenvolvimento das habilidades e das competências, nas interações entre eles, nas relações interpessoais. “E, no caso aqui, se estendendo para as nações, porque cada aluno, dependendo do comitê, vai estar representando uma nação e pensando nos problemas e no posicionamento dela diante do restante da Comunidade Internacional”.

Os temas são bastante variados e incluem, por exemplo, a questão da legalidade do aborto, a exploração das riquezas da Amazônia, a Guerra da Ucrânia, a crise econômica mundial. “São temas polêmicos e que, independentemente de classe social, de posicionamento político, de uma forma de outra, afetam a todos. Então a nossa intenção é que eles se posicionem e que consigam interagir com os pares. Se coloquem no lugar do outro e defendam o pensamento dele, entendendo sua posição”, salientou.

A ex-aluna e atualmente cursando Direito Julia Martinho, que assume mais uma vez a posição de secretária-geral no Maxi-Múndi, se disse emocionada com mais esta oportunidade, com a confiança depositada pelo colégio na equipe que comandará esta terceira edição. Para ela, trata-se de uma grande experiência pela qual todos deviam passar, com reflexos tanto na vida pessoal como acadêmica. “O autoconhecimento leva a uma certa maturidade. Aos poucos, passos pequenos ou grandes, você vai crescendo, você vai entendendo o que gosta, no que é bom, no que pode melhorar. Você percebe que não dá para ficar nessa bolha que muitas vezes a gente vive”, afirmou, reconhecendo a necessidade de entender o que acontece hoje no mundo.

Julia revelou que o impacto da participação no Maxi-Múndi foi determinante na escolha do caminho que iria seguir após o Ensino Médio. “Foi uma descoberta”, contou a futura operadora do Direito que cogitava fazer Medicina, mas ainda tinha muitas dúvidas. “Com o Maxi-Múndi eu descobri que eu realmente gosto de conversar, eu sou boa em me comunicar, eu gosto de entender e ser entendida, de fazer essa mediação entre o que eu quero e o que é melhor, o que a outra pessoa quer”, exemplificou.

O projeto é uma boa chance de aprofundar conhecimentos que serão exigidos mais para a frente, lembrou Theodoro Capeletti, ex-aluno do Maxi e atualmente cursando Medicina. Os assuntos precisam estar sintonizados com discussões atuais. “Muita gente está no terceiro ano ou no segundo ano já pensando no Enem, no vestibular e esses temas que nós colocamos aqui muitas vezes acabam caindo. Nós fazemos a simulação com temas novos todo ano justamente para que tenhamos uma maior possibilidade de deixar os alunos mais bem preparados”.

O secretário de Operações Logísticas explicou ainda que os comitês trazem novidades, justamente pensando em um melhor aproveitamento por parte dos alunos. “Havia pessoas que não conseguiam simular sozinhas, então fizemos os comitês em duplas, para serem mais ativos. No ano passado constatamos que alguns comitês às vezes acabavam ficando com as discussões meio paradas, então resolvemos que se fizéssemos um processo mais dinâmico, onde a decisão de um comitê afetasse o outro, iríamos conseguir ter um resultado muito melhor, gerar uma maior movimentação”.

Os diretores preveem debates ricos e bastante movimentados. O ex-aluno George Augusto Vilas Boas Biancardini, matriculado em Direito em Coimbra, é diretor do comitê do Banco Mundial e informa que o grupo irá discutir desde os impactos da Guerra da Ucrânia até as criptomoedas. A tendência é que haja membros defendendo posições bem firmes, o que acaba deixando o clima quente. E isso ele conhece bem, afinal na edição passada encarnou o deputado Eduardo Bolsonaro no comitê da Câmara dos Deputados.

Por falar na casa de leis, este ano a diretora será a aluna Maria Eduarda Costa, que tem experiência no assunto, pois fez o papel da deputada Tabata Amaral. Para ela, o tema da legalização do aborto, que estará em pauta, suscita muita discussão e gera polêmica. “Eu acredito que vai ser um comitê muito legal, com debates bem acalorados. Acho que é um bom tema para Câmara principalmente, porque ali dá para você se exaltar mais, por isso que eu gosto mais. Não tem tanto decoro como os comitês da ONU”, avalia.

As inscrições para participar já estão abertas e podem ser feitas pelo Sympla. Este ano são 150 vagas, 30 a mais do que no anterior. No próximo fim de semana começam os treinamentos – online e presenciais -, que se estendem pelo mês de agosto. O Maxi-Múndi será aberto no dia 2 de setembro, à noite, e no dia 3, durante todo o dia, funcionam os comitês, todos presenciais.

 

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