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Diretor do Grupo Saber expõe projetos pedagógicos para Cuiabá

Integrantes de um sistema dedicado unicamente ao ensino da educação básica, o Colégio Maxi e a Escola Chave do Saber receberam em novembro o diretor geral das escolas próprias do Grupo Saber, Dieter Paiva, para uma série de conversas com pais, professores e equipe pedagógica sobre o direcionamento das políticas educacionais a partir deste ano nas instituições.

PP: Qual foi o propósito da visita às escolas em Cuiabá?

Dieter: A ideia é fazer um apanhado nacional em todas as escolas que o Grupo Saber vai assumir. A essência da visita é personificar quem é a Saber para as escolas. Acredito que nada é melhor do que olho no olho e o contato humano e presencial, para bater um papo sobre o que vem sendo trabalhado e o que faremos daqui para a frente. Viemos também repactuar aquilo que é importante para nós também, do ponto de vista da autonomia das escolas, da preservação das lideranças locais, da continuidade dos investimentos em formação e novas tecnologias, ou seja, continuar investido para o crescimento das escolas. Além disso, aproveitar para conhecer as pessoas, as lideranças e entender como é a dinâmica do dia a dia das escolas, os projetos, os espaços e, principalmente, para pactuar aquilo que queremos construir juntos.

PP: Como funcionará essa manutenção dos projetos e lideranças?

Dieter: É um desafio, mas acredito que faremos com tranquilidade e bom senso, primeiro reconhecendo que confiança é algo que se constrói com o tempo. Vir aqui e reforçar o queremos é muito importante, mas o tempo e as ações de fato é que irão definir isso de forma perene. A Saber é uma instituição voltada para o ensino básico e construiu um projeto que preza por escolas que tenham alta reputação, muita qualidade pedagógica, bons resultados regulatórios, um time com projeto maduro e consolidado. A partir daí podemos fazer com esse projeto novas expansões, crescer juntos e contribuir, trazer outras pessoas para a escola vivenciar uma rede diferente, até para poder criar coisas novas.

PP: E quais são os pontos positivos de trabalhar com escolas como Maxi e Ecsa?

Dieter: A Saber é um grupo que possui capacidade para construir escolas do zero e mantê-las, mas iríamos para uma esfera para além do material, teríamos que fazer uma construção humana, porque a escola está ancorada em gente, e na credibilidade da qualificação e na história das pessoas que estão aqui. Escola se faz com gente e construir isso do zero seria muito mais trabalhoso. Por isso nós queremos estar junto com pessoas que já sabem fazer isso também e o Maxi e a Ecsa são exemplos vivos disso, são escolas que já têm isso construído e estão no bojo da cultura e do reconhecimento de Cuiabá e de toda a região. Para nós, estar aqui é oportunidade de aprender e ajudar o projeto a ser mais saudável e de sucesso.

PP: Como serão feitos os investimentos nos projetos já existentes no Maxi e na Ecsa?

Dieter: Nós acreditamos que com a chegada da Saber a capacidade de investimentos das escolas aumenta. E nós temos hoje a preocupação com a tecnologia, tanto é que nos associamos a uma iniciativa que detém os startups de educação no Brasil. As escolas já possuem projetos que são fantásticos, como Rumo Certo e o Fab Lab, mas que com certeza podem ser melhorados e ampliados. Iremos acompanhar e contribuir com as escolas. Eu mesmo já pensei em inúmeros projetos, é só executar.

PP: A Saber possui um manifesto para suas ações e diretrizes. Como funciona?

Dieter: No caso da Saber estabelecemos alguns alicerces para essa atuação. O primeiro é que nosso processo educativo tem um elemento central, um propósito formativo, o aluno. Ele é o foco de tudo. É o aluno que precisa estar no centro de tudo e, para isso acontecer de fato, iniciamos pelo professor.

O professor tem que ser talhado, trabalhado, formado e altamente capacitado para poder fazer a práxis voltada para a centralidade do aluno. Temos que fazer essa transformação com os nossos professores para que sejam os guias dos alunos na formação. Isso é, dotar o professor dos instrumentos corretos, qualificar e valorizá-lo com mérito.

A outra dimensão é a tecnológica. Nós queremos muito aportar tecnologia para projetos e fazer dela um aliado poderoso, como de fato é. Por isso estamos atrás de iniciativas e projetos que ampliem as ações.

E o terceiro é que temos que ter um projeto pedagógico no qual todos os colégios terão liberdade, mas precisam ter um fim em mente que é a formação completa do aluno.

Hoje precisamos formar alunos que tenham visão de mundo, porque ele está num ambiente cada vez mais global, mais desafiador, em que não existem mais barreiras geográficas de qualquer matiz e que ele precisa estar disposto a enfrentar o novo, viver com carreiras que não existem ainda. É abrir um leque de opções e mostrar que o aluno não concorre com outros alunos de Cuiabá, mas concorre com alunos do mundo. Preparar esse adolescente para algo que ele nem sabe ainda o que vai ser.

Outro é adaptabilidade. Num mundo tão diverso, com tanta pressão sobre as famílias, de responsabilização da escola, nós precisamos preparar esse aluno com capacidade de autonomia, de resiliência, de relacionamento, de saber lidar com sucesso, mas também com frustração.

E o último é trazer um conceito mais abrangente de sucesso pessoal, porque o que é sucesso para mim, não é para o outro. A gente precisa também permitir que a escola consiga dar para cada um a dimensão correta do que é ser feliz, do que é projeto de vida e projeto pessoal para cada um. Para fugir daquele pensamento de que é preciso fazer Medicina ou Direito. Na verdade, ele pode ser o que quiser. Pode ser um excelente músico, ser feliz e ter muito sucesso profissional. Você pode ser um designer, um blogueiro e ser feliz assim. Então é abrir a perspectiva de um sonho, ajudar a sair do lugar comum.

 

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