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Na preparação para o vestibular, alunos vão ao cinema para aprender de forma diferente

A sessão do cinema estava lotada. O burburinho anunciava que a plateia era grande: 171 alunos do 3º ano e cursinho pré-vestibular do Colégio Maxi aguardavam ansiosos o início do filme Malasartes e o Duelo com Morte. A intenção da sessão da ida ao cinema é de proporcionar aos alunos o contato com temas que estão sendo trabalhados em sala de aula de uma forma diferente.

Antes de a sessão iniciar, a fala da professora Ana Helena Paroli dava as orientações para um momento de descontração. “Vocês estão aqui para curtir esse momento, para rir, comer pipoca e deixar de lado o estresse desse momento e não pensar no que vocês têm que estudar depois”.

A iniciativa de levar os alunos que estão às vésperas das provas de vestibular e do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) foi aprovada. “Alivia o estresse e é uma forma diferente de nos aproximarmos do conteúdo que vemos nos livros e no quadro em sala de aula”, afirmou o aluno Flávio Henrique Rodrigues Milani, de 17 anos, que se prepara para ingressar em uma faculdade na área de engenharia mecatrônica ou aeroespacial.

Millena Moreira Carrasco, de 16 anos, concorda com o colega Flávio. “Achei fantástica a proposta dos professores em diversificar a forma de nos apresentar o conteúdo de uma forma diferente do ritmo de sala de aula”. Segundo a aluna que irá concorrer a uma vaga para o curso de Medicina, a ida ao cinema com a turma de alunos foi “uma forma de estimular a nossa convivência, harmonia, proporcionando um momento de descontração, mas que também fosse produtivo para o nosso repertório cultural”.

O filme conta em tom de comédia as aventuras de Pedro Malasartes, um personagem tradicional do folclore português que foi incorporado ao folclore brasileiro como um sujeito do interior, meio caipira. Malasartes vive de pequenas trapaças para se dar bem. “Ele usa de artimanhas que conhecemos como “aquele jeitinho brasileiro”. Com a ajuda do filme vamos discutir apropriação cultural e conduta ética. Colocar em debate até que ponto a conduta do personagem é engraçada ou prejudicial”, explica a professora Ana Helena Paroli.

Segundo a professora, o tema do filme vai ao encontro de conteúdos que estão sendo discutidos em sala de aula por vários professores: filosofia, português, história, história da arte, geografia e redação. “Depois, quando voltamos à sala de aula, estas questões serão tratadas a partir de abordagens diferentes pelos professores envolvidos”, conclui.

 

Fonte: Pau e Prosa Comunicação

 

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