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No Enem e na vida, é bom conhecer o terreno onde iremos pisar e entender o que nos pedem

Para ter um bom desempenho no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e nos mais concorridos vestibulares do país é necessário ter conhecimento. Disso não há dúvida. Mas o que pode ser determinante neste caso é a forma como esse conhecimento é construído. Professores do Colégio Maxi explicam que, além do conteúdo passado em sala de aula, é ideal que o estudante conheça bem o terreno onde irá pisar e entenda perfeitamente o que está sendo exigido dele nas provas.

É importante, portanto, que o aluno conheça os exames anteriores. Para Carlos Magno Martins dos Anjos, professor de Biologia, são vários pontos de atenção que podem trazer ganhos significativos para os alunos nesse sentido. O mais óbvio de todos é o conteúdo, o que costuma cair, mas dá por exemplo para analisar a abordagem que é feita pelo Enem, que segundo ele é “fenomenológica cotidiana”. “Toda questão que o Enem aborda não é uma questão técnica, não é uma questão direta. Ele tem uma forma própria de analisar um fenômeno com uma questão-problema, e também fatos que são cotidianos”.

Um terceiro ponto de atenção, acrescenta ele, é analisar as tendências. “O Enem tem uma tradição de inclinar-se um pouco mais para um lado da Biologia, que tem muitas áreas. E normalmente o aluno percebe quando ele faz as provas dos anos anteriores tendências para a Ecologia, a Citologia, que são os conteúdos mais cobrados, mais abordados nas últimas edições”, alerta.

O professor de Matemática Lizias Neves Ribeiro Filho também considera muito importante conhecer provas anteriores. “As questões de matemática são divididas em alguns grupos, como um interpretativo, um de questões de raciocínio lógico e outro que envolve bastante a área da Geometria. E é uma prova previsível porque 70% dos assuntos se repetem todos os anos”, assegura. O assunto que mais tem caído, exemplifica, são as grandezas proporcionais: razão e proporção e porcentagem. “Então, realizar as provas antigas do Enem me dá um roteiro, um norte daquilo que eu tenho que estudar”, frisa.

Para Kátia Hartmann, professora de História e Sociologia, essa espécie de revisão, além de oferecer listas de temas que frequentemente caem, ajuda a entender em que perspectiva eles são cobrados, de que forma as perguntas são colocadas, os enunciados e tudo mais. “Pensando principalmente na minha área de Sociologia e de História, a leitura dos enunciados vai ser sempre muito importante, porque os textos trazem o conteúdo que vai ativar no cérebro do aluno o conhecimento prévio a respeito daquilo que vai ser cobrado no enunciado”, analisa.

A professora de Linguagens Glauce Regina Batista de Anunciação reforça dizendo da importância de fazer associações. “Quando o aluno tem acesso às provas anteriores ele pode obter informações nos próprios enunciados. Para mim eles são tão importantes quanto a resposta, porque ele consegue, pela estrutura do enunciado, relacionar a habilidade que está sendo exigida dele. E o ideal é que ele conheça todas as habilidades”, aponta. E acrescenta: “ele vai se habituando aos comandos que aparecem, porque muitos inclusive são repetidos. Você percebe questões que são requentadas. Então o aluno vai se habituando à expectativa de resposta em torno disso. É bastante importante”.

Cuidado com a interpretação

Outro aspecto que não pode sair do radar dos alunos que pretendem fazer tais exames é a interpretação correta do que está sendo pedido nas questões, avisa Glauce. “Eu acredito muito no potencial do vocabulário. Você tem que perceber que os pressupostos, que são as ideias implícitas, elas dependem bastante das construções gramaticais, das construções das frases. E às vezes a gente resvala na interpretação porque desconsidera isso”. Além de bom vocabulário, o aluno precisa entender a estrutura da pergunta, analisar muito bem as palavras-chave para não errar a interpretação, finaliza.

Kátia Hartmann também alerta para uma boa leitura dos enunciados. “Muitos alunos e alunas escorregam no que está sendo perguntado. Geralmente há mais de uma alternativa que está correta no seu dizer, mas só tem uma que está adequada à pergunta que está sendo feita. Eles têm que ser lidos com muita atenção para perceber o que estão pedindo. Na maioria das vezes o que se pede é que você faça uma relação com o texto e você não pode fugir daquilo”, observa.

Segundo Carlos Magno, dentro das Ciências da Natureza pelo menos, mais restrito a Biologia, existe uma técnica que costuma trazer vantagem. “Antes de começar a ler o texto-base da questão, é identificar o comando. O aluno encontrar o que o autor espera dele ali. Então, uma das técnicas de otimizar o tempo é fazer a identificação do comando de cada item, de cada questão, antes de fazer a leitura do texto. Assim ele vai nas alternativas de forma mais pragmática, mais objetiva”, exemplifica.

Lizias Neves conta que costuma dizer aos alunos: a prova do Enem e os vestibulares são divididos em três pilares, são um tripé. “O primeiro posicionamento é fazer a leitura da questão, o segundo é saber interpretar a questão. Ler é diferente de interpretar. E aí entra um terceiro, que é o conhecimento matemático”. Outra dica dele é ter a capacidade de identificar a aplicação daquilo. “Tem algumas questões que colocam conhecimentos cotidianos. Os alunos acham que é raciocínio lógico, mas é conhecimento de vida. Regrinha de três, cálculo de volume, essas coisas são mais cotidianas do que a gente imagina”, completa o professor.

 

Postado porLuis Marini

Postado em7 de dezembro de 2020


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